Considerada a doença psiquiátrica mais comum do mundo e no Brasil, 9,3% da população convive com esse transtorno, o que coloca o país no topo do ranking mundial.
A ansiedade é uma reação natural do organismo diante de situações desafiadoras ou ameaçadoras. No entanto, quando ela se torna constante, intensa e interfere nas atividades do dia a dia, pode indicar a presença de um transtorno.
Neste artigo, você vai entender o que é a ansiedade patológica, quais são seus principais sintomas, como ocorrem as crises de ansiedade e de pânico e quando é o momento de procurar ajuda especializada.

Sobre a Dra. Giovana e como ela pode te ajudar
A Dra. Giovana Pellissari é uma médica psiquiatra experiente, especializada no atendimento de pacientes com transtornos de ansiedade, incluindo o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), Transtorno do Pânico e fobias.
Ela se destaca pela escuta ativa, pela empatia com que conduz cada atendimento e pela habilidade em criar um ambiente de acolhimento, onde o paciente se sente compreendido e respeitado em sua individualidade.
A Dra. Giovana combina conhecimento técnico com empatia para oferecer diagnóstico preciso e tratamento individualizado. Sua conduta é baseada em evidências, atualizada pelas diretrizes mais recentes da psiquiatria.

Como funciona o tratamento com a Dra. Giovana?
Etapas do atendimento:
• Consulta inicial: escuta e compreensão do histórico do paciente, história sobre vida atual e prévia, se já houve tratamento, se é uma doença comum na família.
• Diagnóstico e avaliação de exames, se necessário
• Plano terapêutico individualizado: Hoje existe uma gama de medicações psiquiátricas e possibilidades de tratamento.
• Acompanhamento contínuo, com ajustes conforme a evolução.
Mas afinal, o que é Transtorno de Ansiedade ou Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG)?
Sentir ansiedade diante de algo novo ou desafiador é natural. No entanto, quando esse estado se torna frequente, intenso e fora de proporção, pode ser sinal de um transtorno de ansiedade. Ele está presente de forma persistente e com impacto significativo na vida do paciente.
Sintomas mais comuns:
- • Preocupação excessiva e constante: sempre preocupado com algo, pensando em várias possibilidades para tudo e com tendência a criar cenários catastróficos ou ver somente o lado ruim
- • Medo sem motivo aparente
- • Pensamento acelerado ou alto fluxo de pensamento: podendo ser de pensamentos em um mesmo tema repetidamente ou até em vários temas aleatórios e com alta rotatividade
- • Sensação de que algo ruim vai acontecer
- • Dificuldade de concentração ou esquecimentos
- • Irritabilidade: pequenas coisas no dia a dia podem começar a irritar
- • Tensão muscular : Dor no corpo, ombro, dor de cabeça
- • Alterações no sono: dificuldade para dormir e/ou manter o sono
- • Suor excessivo, tremores, palpitações
- • Crises de ansiedade: falta de ar, palpitação, angústia
- • Pensamentos intrusivos e ruminativos : Pensamentos indejados que ficam vindo sem o paciente querer e que ficam constantemente lá gerando sofrimento
- • Crises de pânico: podendo ser sensação de morte associada à ansiedade intensa, angústia, falta de ar e palpitação
Como podemos identificar uma crise de ansiedade?
Uma crise de ansiedade pode surgir de forma repentina, mesmo sem um gatilho claro. É como se o corpo entrasse em alerta máximo, mesmo sem haver perigo real. Essas crises costumam durar de alguns minutos a uma hora e causam grande sofrimento.

Principais sinais de uma crise:
- • Coração acelerado
- • Falta de ar
- • Tremores
- • Suor frio
- • Náusea ou tontura
- • Boca seca
- • Sensação de desmaio
- • Sensação de que vai morrer ou “perder o controle”
E a crise de pânico?
A crise de pânico é uma manifestação aguda e intensa da ansiedade. Ela pode acontecer isoladamente ou ser parte do Transtorno do Pânico.
Características da crise de pânico:
- • Início súbito, geralmente sem causa aparente
- • Dura cerca de 10 a 30 minutos
- • Inclui sintomas físicos intensos (taquicardia, dor no peito, falta de ar)
- • Sensação de morte iminente ou perda de controle total
Se você tem episódios como esses, não ignore. Pode ser sinal de um transtorno de ansiedade, e há tratamento.
A ansiedade no corpo e na mente
A ansiedade não afeta apenas os pensamentos. Ela se manifesta também fisicamente:
- • Problemas digestivos
- • Dor no peito
- • Dificuldade para respirar
- • Tontura
- • Sensação de formigamento nas mãos ou pés

A relação entre Ansiedade e Depressão
Ansiedade e depressão são transtornos que muitas vezes caminham juntos. Estima-se que cerca de 60% das pessoas com depressão também apresentam sintomas de ansiedade. Essa relação é conhecida como comorbidade e exige atenção especial, pois pode tornar o diagnóstico mais desafiador e o tratamento mais complexo.
A presença simultânea dos dois transtornos pode aumentar o grau de sofrimento e intensificar sintomas como fadiga, dificuldades de concentração, alterações do sono, associadas ainda à tristeza, falta de prazer e isolamento social.
Por isso, é essencial contar com acompanhamento especializado para identificar corretamente cada condição e estabelecer uma abordagem terapêutica completa.
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Mitos sobre a ansiedade
- • “Ansiedade é frescura”
- • “Todo mundo é ansioso hoje em dia, é normal”
- • “É só se acalmar”
- • “Quem tem crise quer chamar atenção”
Quando procurar ajuda com psiquiatra?
Se você percebe que a ansiedade está interferindo na sua vida, trabalho, estudos ou relações, é hora de buscar ajuda.
Irritabilidade excessiva, crises de ansiedade, dificuldade de pensar, se concentrar e lembrar de informações, isolamento social, fadiga — podem estar associados à ansiedade e prejudicar seu bem-estar e o seu dia a dia.
Não espere chegar ao limite. A psiquiatria oferece acolhimento, escuta e tratamento personalizado para que você possa recuperar sua qualidade de vida.

O impacto da ansiedade não tratada
Quando a ansiedade não é tratada, ela tende a piorar com o tempo e pode levar a:
- • Isolamento social
- • Dificuldades no trabalho e nos estudos
- • Comprometimento de relações afetivas
- • Doenças físicas associadas ao estresse crônico
A boa notícia é que a ansiedade tem tratamento, e quanto mais cedo se buscar ajuda, mais eficaz é a intervenção.
Investigação de causas físicas
Alguns sintomas de ansiedade podem ter origem em outras condições clínicas que devem ser investigadas. Por isso, a Dra. Giovana também avalia a necessidade de exames complementares para garantir um diagnóstico preciso.
A abordagem cuidadosa e completa permite que cada paciente receba o tratamento mais adequado para sua situação específica.
Dúvidas comuns sobre o tratamento psiquiátrico
É comum que pacientes e familiares tenham receios ou dúvidas em relação ao tratamento psiquiátrico. Abaixo, esclarecemos algumas das perguntas mais frequentes:
“A medicação vicia?”
De forma geral, os medicamentos usados no tratamento da ansiedade não causam dependência. Eles são prescritos de forma criteriosa e fazem parte de um plano terapêutico com início, meio e fim, quando possível.
Existem, sim, medicações psiquiátricas com potencial de dependência, mas essas são utilizadas em situações específicas, sempre com acompanhamento médico rigoroso. Quando indicadas, geralmente exigem receitas controladas (receituários azuis ou amarelos).
“Vou ficar dopado ou lento com a medicação?”
O objetivo do tratamento é alcançar bem-estar, funcionalidade e remissão dos sintomas. As medicações utilizadas para ansiedade são bem toleradas e não costumam causar lentificação. Se houver qualquer efeito colateral indesejado, como sonolência excessiva ou sensação de estar “desligado”, o tratamento pode ser ajustado pela médica. Cada pessoa responde de forma única aos medicamentos, e os ajustes fazem parte do processo.
“Isso é falta de Deus?”
Não. A ansiedade é um transtorno de origem multifatorial, com causas biológicas, psicológicas e sociais. A espiritualidade pode ser um fator de proteção e apoio emocional importante, mas doenças psiquiátricas não são sinais de fraqueza espiritual ou castigo divino.
Iniciado o tratamento, vou ter que tomar medicação para “sempre”?
O tratamento para transtornos de ansiedade, na maioria dos casos, possui início, meio e fim. No entanto, cada caso é único e deve ser avaliado individualmente. A duração do tratamento pode variar conforme a resposta do paciente, a gravidade dos sintomas, presença de outros fatores associados e história de tratamento do paciente.
É fundamental seguir corretamente o acompanhamento médico para garantir estabilidade emocional. Em muitos casos, é possível realizar o desmame gradual da medicação sob orientação médica, sempre com segurança e no momento apropriado. Em outros, o tratamento pode ser mais prolongado, dependendo da evolução clínica.
Caso o paciente interrompa o acompanhamento, altere ou suspenda a medicação por conta própria, as chances de alcançar estabilidade emocional diminuem significativamente. Além disso, o tempo necessário para alcançar a melhora e iniciar um eventual desmame da medicação pode ser prolongado, tornando o tratamento menos eficaz e mais demorado.

Outras dúvidas frequentes:
“Terapia sozinha resolve?”
→ Em quadros leves, sim. Em quadros moderados a graves, a combinação de psicoterapia com acompanhamento psiquiátrico tem melhores resultados.
“Psiquiatra é só para casos graves?”
→ Não. O acompanhamento especializado é indicado para qualquer pessoa que esteja sofrendo emocionalmente.
Conclusão
A ansiedade é um transtorno real, que precisa ser reconhecido e tratado. Não há motivo para conviver com sofrimento emocional.
Com ajuda especializada, é possível recuperar o equilíbrio, a leveza e a capacidade de enfrentar os desafios do dia a dia.
Agende sua consulta com a Dra. Giovana Pellissari e dê o primeiro passo para cuidar da sua saúde emocional.
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