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Dra. Giovana Pellissari – Psiquiatra em Curitiba

Imagem em preto e branco de um homem grisalho, com as mãos fechadas sobre o rosto, em semblante triste, representando alguém que está passando pelo processo de luto

Estudos epidemiológicos apontam que cerca de 10% a 15% das pessoas em luto não conseguem atravessar as etapas naturais de reorganização emocional e acabam desenvolvendo complicações clínicas significativas, como: o luto prolongado ou episódios depressivos graves.

Perder alguém significativo é uma das experiências mais universais e dolorosas da vida, capaz de desorganizar a rotina, o sono, as emoções e a percepção de futuro de quem fica. No entanto, em uma sociedade na qual valoriza a produtividade constante e exige recuperações imediatas, tornou-se frequente o receio diante da própria dor: será que o que estou sentindo é normal? Quanto tempo isso deveria durar? Quando a tristeza deixa de ser uma resposta esperada e passa a exigir intervenção médica especializada?

Compreender as etapas do luto é fundamental para não medicalizar o sofrimento humano natural, mas também para não negligenciar quadros clínicos que trazem prejuízos profundos e risco à saúde mental.

Sobre a Dra. Giovana Pellissari

Dra Giovana vestida de preto, em fundo escuro, de braços cruzados e sorrindo

A Dra. Giovana Pellissari é médica psiquiatra formada pela Univille, com residência médica Clínica Heidelberg, onde também atuou como preceptora  e pós-graduação em Saúde Mental da Mulher.

Aliando rigor científico a uma escuta acolhedora, ética e sem julgamentos, dedica-se ao diagnóstico preciso e ao tratamento individualizado

 Seu atendimento, disponível presencialmente em Curitiba (Batel) e por telemedicina para todo o Brasil e o mundo. Sua consulta é centrada em uma parceria transparente, unindo indicação consciente de medicações, ajustes no estilo de vida e acompanhamento próximo para devolver o equilíbrio e o bem-estar a cada paciente.

Clique aqui e leia também: O que é a psiquiatria? O que faz um psiquiatra? 

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Gabrielle Louise Vieira profile picture
Gabrielle Louise Vieira
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Faço acompanhamento com a Dra a mais de 1 ano e meio, e sem dúvidas ela foi um divisor de aguas para mim. Existe a Gabi antes e depois da Dra rsrs. Me senti acolhida desde a primeira conversa, me faz sentir segura em abrir o coração, fazer perguntas, ajudar na reflexão e ver um lado que as vezes não fica tão claro. Sem dúvidas uma das melhores profissionais que já conheci. Sou extremamente grata por ter a sorte de uma médica assim me acompanhando. Recomendo de olhos fechados!
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Leandro Stricker profile picture
Leandro Stricker
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Atendimento excelente. Já passei por outros profissionais mas não conseguiam direcionar um diagnóstico assertivo. A Dra. Giovana tem me acompanhado e tenho obtido melhoras significativas. Recomendo!
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Giulia Carolina Bergamasco
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A Dra. Giovana é uma profissional incrível!! Me senti acolhida desde o primeiro momento, ela sempre é cuidadosa ao perguntar e esclarecer dúvidas e medos, olha para todas as nossas esferas com atenção e é muito honesta ao discutir o caso 🤍 Sou muito grata a ela por todo o cuidado, sinto ser escutada de verdade!!
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Larissa regina
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A Dra é super atenciosa. Me acolheu desde o inicio, além de escutar sem julgamento minhas demandas. Ótima profissional. Super recomendo.
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igor lucas Franco
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Faço acompanhamento com a Dra Giovana à distancia, sou de minas, super recomendo 🙌🏻🙌🏻🙏🏻
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Fernanda Zanelatto Domingues profile picture
Fernanda Zanelatto Domingues
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Dra. Giovana Pelissari é muito atenciosa, o tempo de sua consulta é bem suficiente e o tratamento bem assertivo. Recomendo.
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Nathalia Lacerda
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Excelente profissional, muito atenciosa!!
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Kimberly Alves Sobrinho Pereira
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Excelente profissional! Dra Giovana se preocupa com os pacientes, é sempre pontual e muito atenciosa. Recomendo para todos

Então afinal, o que é o luto?

O luto em si não é considerado uma doença psiquiátrica. Ele é uma resposta psicológica, biológica e existencial absolutamente esperada e adaptativa diante do rompimento de um vínculo afetivo importante. Embora frequentemente associado à morte de uma pessoa querida, o luto também pode surgir após o falecimento de PETS, términos de relacionamentos, perda de capacidade funcional, diagnósticos de doenças crônicas ou perdas profissionais marcantes.

Do ponto de vista neurobiológico e comportamental, o luto é o trabalho que o cérebro precisa realizar para remapear o mundo sem a presença do outro. Ajustar essa dinâmica exige tempo, energia psíquica e suporte.

No luto típico a dor se manifesta em múltiplas esferas:

  • • Manifestações emocionais: Tristeza intensa, choque, sensação de anestesia, momentos de raiva, desamparo, culpa passageira e crises de choro involuntário.
  • • Sintomas físicos e somáticos: Fadiga persistente, aperto no peito, nó na garganta, hipersensibilidade ao barulho, sensação de falta de ar, boca seca e fraqueza muscular.
  • • Alterações neurovegetativas: Insônia inicial ou despertar precoce, perda de apetite transitória ou episódios de hiperfagia compensatória.
  • • Cognição e percepção: Dificuldade de concentração, esquecimentos frequentes, sensação de desrealização, pensamentos intrusivos sobre o falecido.
Uma senhora idosa, de preto, em um cemitério, enxugando as lágrimas com um lenço.

A dinâmica das “ondas” e a oscilação funcional

Uma das características mais marcantes do luto natural é a sua dinâmica em ondas ou em ciclos.

O sofrimento não é linear nem constante: ele surge em picos intensos, muitas vezes engatilhados por datas comemorativas, cheiros, objetos ou memórias, mas permite intervalos de alívio e conexão com o cotidiano.

No modelo do duplo processo do luto a pessoa enlutada oscila naturalmente entre dois movimentos:

  • • Orientação para a perda: Chorar, lembrar, revisitar fotos, expressar a dor e processar o vínculo que se desfez.
  • • Orientação para a restauração: Realizar tarefas práticas, voltar gradualmente ao trabalho, rir de uma piada, interagir socialmente e planejar o dia seguinte.

Mesmo imerso em profunda tristeza, no luto normal a pessoa preserva sua autoestima, não se sente globalmente sem valor e consegue projetar, ainda que de forma incipiente, a continuidade da vida.

O Luto Patológico: quando a dor se torna paralisante

Uma senhora idosa oriental, olhando por uma janela com gitas de chuva, olhar triste e lágrimas nos olhos

Embora a maioria dos indivíduos consiga lidar com as dores do luto e reorganizar sua rotina ao longo do tempo com o suporte de familiares, amigos e rede de apoio, uma parcela significativa desenvolve complicações clínicas desse processo.

Na literatura essa condição é classificada principalmente como Transtorno do Luto Prolongado, além de poder precipitar ou coexistir com um Episódio Depressivo Maior ou um Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT).

O luto patológico não se define apenas pelo tempo decorrido, mas sobretudo pelo bloqueio na capacidade de adaptação, pela intensidade desproporcional e paralisante dos sintomas e pelo comprometimento global do funcionamento pessoal, social e profissional.

Clique aqui para entender mais sobre a depressão.

E como reconhecer o Transtorno do Luto Prolongado no dia a dia ?

Na prática médica, consideramos o quadro como luto prolongado quando o sofrimento continua tão intenso e paralisante quanto nos primeiros dias após pelo menos 1 ano da perda ou 6 meses dependendo do caso. Não se trata apenas de sentir falta ou chorar em datas marcantes, mas de uma dor que impede a vida de andar.

Vale acender o sinal de alerta se você notar:

  • • Pensamento fixo na perda quase o tempo todo: A lembrança da pessoa invade a mente de forma involuntária e contínua, tornando quase impossível focar no trabalho, em conversas ou nas tarefas mais simples da rotina.
  • • Sensação de que “a ficha nunca cai”: Mesmo após meses, persiste uma incapacidade de aceitar que a pessoa realmente se foi, acompanhada de muita amargura ou revolta constante.
  • • Sensação de ter perdido a própria identidade: É comum a sensação de que “uma parte de mim morreu junto” ou frases como “eu não sei mais quem eu sou sem ele”, sentindo que a sua própria história perdeu o sentido de continuar.
  • • Comportamentos extremos com as lembranças:
    • Evitação excessiva: Não conseguir olhar fotos, passar pela rua onde a pessoa morava, ouvir músicas queridas ou falar sobre o assunto por medo da dor.
    • Apego paralisante: Manter o quarto, as roupas e os objetos exatamente intocados por muito tempo, tratando o ambiente como se a pessoa fosse voltar a qualquer momento.
  • • Incapacidade de sentir coisas boas (anestesia emocional): Passar semanas ou meses sem conseguir se alegrar com nada.
  • • Afastamento das pessoas: Ir se isolando gradativamente da família e dos amigos por achar que ninguém entende o que você está passando ou por sentir culpa caso sorria ou se divirta em uma reunião social.
  • • Vazio constante: Sentir uma solidão profunda e permanente no peito, mesmo quando está rodeado de carinho e apoio de outras pessoas.

Se você se sente assim, não deixe para depois, agende já a sua consulta:

O que aumenta o risco de complicações?

Alguns fatores tornam a elaboração da perda mais difícil:

  • • Mortes repentinas, violentas, traumáticas ou por suicídio.
  • • A perda de um filho.
  • • Relações marcadas por dependência extrema ou muitos conflitos não resolvidos.
  • • Histórico pessoal ou familiar de depressão e ansiedade.
  • • Falta de rede de apoio e isolamento social

Nem todo luto precisa de remédio, mas o sofrimento que adoece e incapacita precisa de intervenção.

Ilustração em que há duas mulheres, uma delas está em uma sala escura com pensamentos tristes, a outra mulher representa uma médica psiquiatra, levando a outra pela mão para um ambiente externo colorido, com flores e arco-íris, representando como a psiquiatria pode ajudar

Sinais de alerta:

  • • Pensamentos estruturados de suicídio: vontade ativa de tirar a própria vida.
  • • Abandono do autocuidado básico: parar de comer, descuidar da higiene ou deixar de tomar remédios de uso contínuo.
  • • Uso descontrolado de álcool ou calmantes: recorrer a substâncias para tentar apagar a dor ou conseguir dormir.
  • • Sintomas psicóticos: Quebra da realidade.
  • Incapacidade total de trabalhar ou cuidar da casa meses após a perda.
  • • Entorpecimento total: quando a pessoa parece não sentir absolutamente nada, mantendo uma frieza rígida que costuma anteceder descompensações graves.

O papel da psiquiatria no luto

Passar por uma consulta psiquiátrica não significa ter sua dor invalidada ou sair com uma receita para “não sentir mais nada”. O objetivo do tratamento é aliviar sintomas que colocam a saúde física e mental em risco como por exemplo: insônia crônica, crises de pânico e depressão grave associada, devolvendo a estabilidade necessária para que você consiga atravessar o processo.

O acompanhamento combina avaliação médica criteriosa, psicoterapia direcionada e suporte biológico, sempre respeitando o tempo e a história de cada um.

Na dúvida sobre a intensidade do seu sofrimento, o caminho mais seguro é não passar por isso sozinho e buscar avaliação profissional. Uma consulta psiquiátrica cuidadosa ajuda a diferenciar se a dor que você sente faz parte das etapas esperadas de adaptação à perda ou se já alcançou um nível patológico e paralisante. A partir dessa análise individualizada, o médico poderá orientar a conduta mais adequada para o seu caso.

Clique aqui e leia também: O que é a psiquiatria? O que faz um psiquiatra? 

A Dra. Giovana Pellissari

Sempre foi uma pessoa observadora e genuinamente interessada nos detalhes das emoções e dos comportamentos humanos. Desde a faculdade de medicina, encontrou na psiquiatria a união entre o científico e a sensibilidade necessária para ajudar as pessoas a recuperarem o equilíbrio, o sentido e o bem-estar em suas vidas.

Dra Giovana, sentada, com os cotovelos sobre uma mesa e mãos entrecruzadas à sua frente, com um grande sorriso.

Sua prática médica é guiada pela convicção de que cada paciente é único. Cuidar da saúde mental vai muito além de prescrever medicamentos: exige escuta qualificada, vínculo de confiança, ética e respeito absoluto à história de quem está diante dela, sempre sem julgamentos e com total clareza em cada etapa do tratamento.

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