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Dra. Giovana Pellissari – Psiquiatra em Curitiba

Quando a relação com a comida se torna sofrimento

Imagem ilustrativa contendo um milk shake ao fundo, um cachorro quente a frente, e um sanduíche entre eles, ao lado do sanduíche uma mulher se pesando em uma balança.. Há uma mulher sentada sobre o sanduíche, segurando outro cachorro quente na mão, representando compulsão alimentar.

A alimentação faz parte da vida e está presente em momentos de prazer, encontros, cultura e cuidado com o corpo. Mas, para algumas pessoas, essa relação deixa de ser leve e passa a ser marcada por culpa, perda de controle e sofrimento.

Os transtornos alimentares são mais comuns do que muitas pessoas imaginam e frequentemente são silenciosos. Entenda o que é a compulsão alimentar, como e quando buscar ajuda.

O que são transtornos alimentares?

Os transtornos alimentares são condições psiquiátricas caracterizadas por alterações persistentes na forma como a pessoa se relaciona com a comida, com o corpo e com a própria imagem.

Eles não dizem respeito apenas ao ato de comer.

Envolvem também:

  • Emoções
  • Autoimagem
  • Pensamentos automáticos
  • Formas de lidar com o estresse

Estima-se que entre 5% e 10% da população desenvolva algum transtorno alimentar ao longo da vida.

Apesar de serem mais frequentes em mulheres, os casos em homens vêm aumentando e muitas vezes são subdiagnosticados.

Principais transtornos alimentares

Mulher de roupa verde, segurando uma maça verde na mão,com a boca cheia de maçã e cara de desconforto. A outra mão esta perto da boca, para segurar a maça caso caia da boca. Representa os transtornos alimentares.

Anorexia nervosa

A anorexia é marcada por uma restrição alimentar importante, acompanhada de medo intenso de ganhar peso e uma percepção distorcida do próprio corpo.

A pessoa pode estar significativamente abaixo do peso, mas ainda assim se perceber “acima do ideal”.

É um dos transtornos psiquiátricos com maior taxa de mortalidade, tanto por complicações clínicas quanto pelo risco aumentado de suicídio.

Bulimia nervosa

Na bulimia, há episódios de compulsão alimentar seguidos de comportamentos compensatórios, como vômitos autoinduzidos, uso de laxantes ou prática excessiva de exercícios.

Muitas vezes, o peso se mantém dentro da faixa considerada “normal”, o que pode atrasar o diagnóstico.

Transtorno de compulsão alimentar

É o transtorno alimentar mais comum.

Estudos mostram que ele pode afetar cerca de 2% a 4% da população geral, podendo chegar a 20% a 30% entre pessoas com obesidade.

Diferente da bulimia, não há comportamentos compensatórios regulares.

O que predomina é a sensação de perda de controle e o sofrimento emocional associado.

Sobre a Dra. Giovana Pellissari

A Dra. Giovana Pellissari é médica psiquiatra, formada pela Univille e com residência em Psiquiatria pelo Hospital Heidelberg. pós-graduada em Psiquiatria da Mulher.

Dra Giovana, vestida com roupas pretas formais, corrindo, com um braço cruzado e uma mão próxima ao rosto.

Seu atendimento é baseado em escuta ativa, ética e construção conjunta do plano terapêutico.

Na avaliação de compulsão alimentar, realiza:

  • Diagnóstico criterioso
  • Avaliação de comorbidades
  • Planejamento terapêutico individualizado
  • Acompanhamento contínuo

O que é compulsão alimentar?

Mulher idosa, vestida de roupão branco, com toalha branca enrolada na cabeça, segurando 2 grandes donuts, um em cada mão, e com muitas comidas em sua frente, como frango frito, bolos, sanduiches, batatas fritas, bebidas doces, etc.

A compulsão alimentar é caracterizada por episódios em que a pessoa ingere uma quantidade de alimento maior do que o esperado em um curto período, acompanhada de uma sensação clara de perda de controle.

Não se trata apenas de “comer muito”.

Durante o episódio, é comum:

  • • Comer mais rápido do que o habitual
  • • Sentir dificuldade de parar, mesmo querendo
  • • Continuar comendo sem fome física
  • • Comer até sentir desconforto

Muitas pessoas relatam uma sensação de “automático”, como se estivessem desconectadas do momento.

Depois, vêm os sentimentos difíceis:

  • Culpa
  • Vergonha
  • Frustração
  • Promessas de que “não vai acontecer de novo”

E, ainda assim, o ciclo se repete.

Para que seja considerado um transtorno, é necessário que esses episódios ocorram de forma recorrente e causem sofrimento significativo.

De forma geral, o diagnóstico envolve:

  • • Episódios de ingestão alimentar em grande quantidade
  • Sensação de perda de controle

Associados a comportamentos como:

  • Comer muito rápido
  • Comer até se sentir fisicamente mal : Podendo até passar mal
  • Comer mesmo sem fome
  • Comer sozinho por vergonha
  • Sentir culpa ou repulsa depois

Além disso, esses episódios costumam acontecer pelo menos uma vez por semana, por três meses.

Existe ainda uma classificação de gravidade: Leve, moderado, grave e extremo.

Quão comum é a compulsão alimentar?

A compulsão alimentar é considerada o transtorno alimentar mais prevalente.

Além dos dados gerais, alguns pontos chamam atenção:

  • Muitas pessoas passam anos sem diagnóstico
  • O transtorno pode começar na adolescência, mas também surgir na vida adulta
Menina adolescente de cabelos cacheados e camiseta branca, segurando um pote transparente com batatas chips dentro, e com a outra mão na boca, e expressão de susto ou medo.

Diagnóstico diferencial

Nem todo episódio de comer em excesso é compulsão alimentar.

É importante diferenciar de:

  • Comer emocional ocasional
  • Bulimia nervosa (quando há compensação)
  • Obesidade sem compulsão
  • Transtornos de ansiedade e depressão

Essa avaliação deve ser feita por um profissional, considerando o contexto completo.

Impactos da compulsão alimentar

A compulsão alimentar pode ter repercussões importantes.

Físicas:

  • Ganho de peso
  • Alterações metabólicas
  • Aumento do risco cardiovascular

Emocionais:

  • Baixa autoestima
  • Vergonha
  • Culpa persistente
  • Isolamento

Além disso, há uma forte associação com outros transtornos, como:

  • Depressão
  • Ansiedade
  • Transtornos do humor
Uma mulher sentada no chão da cozinha, abraçando os seus joelhos e chorando, com uma balança a sua frente.

Sinais de alerta: quando é importante procurar ajuda com mais urgência

Diversos alimentos sobre uma mesa de madeira vermelha, ao centro da imagem, diversos alimentos estão reunidos formando um ponto de exclamação, as cores dos alimentos são majoritariamente tons de vermelho e laranja.

Embora episódios ocasionais de comer em excesso possam acontecer, alguns sinais indicam que a situação merece atenção mais cuidadosa e a avaliação profissional o quanto antes.

É importante ficar atento quando:

  • Os episódios de compulsão estão acontecendo com frequência (semanalmente ou mais)
  • Existe uma sensação clara de perda de controle durante a alimentação
  • A comida passa a ocupar grande parte do pensamento ao longo do dia
  • Há sofrimento emocional intenso após os episódios, como culpa, vergonha ou sensação de fracasso
  • Você evita comer perto de outras pessoas ou passa a se isolar por vergonha
  • Existe alternância entre períodos de restrição rígida e episódios de compulsão

Alguns sinais indicam um nível maior de gravidade e não devem ser ignorados:

  • Uso de estratégias compensatórias (como vômitos, laxantes ou excesso de exercício)
  • Ganho ou perda de peso importante em curto período
  • Sintomas associados de depressão, como desânimo persistente, falta de energia ou perda de interesse
  • Ansiedade intensa ou sensação constante de descontrole
  • Pensamentos muito críticos ou punitivos em relação ao próprio corpo e à alimentação

Além disso, existem situações que exigem atenção imediata:

  • Pensamentos de que “não consegue parar” ou que perdeu completamente o controle
  • Ideias de autoagressão ou desesperança associadas ao quadro
  • Impacto significativo na rotina, trabalho ou relações

Quanto antes o quadro é compreendido e tratado, maiores são as chances de interromper o ciclo da compulsão e recuperar uma relação mais equilibrada com a comida e consigo mesmo, além da melhora importante na qualidade de vida.

Sobre uma mesa, um óculos de grau, 3 comprimidos, um papel bege recortado em formato de uma cabeça de perfil, com uma massa cor salmão representando o cérebro, e um estetoscópio ao lado.

Os transtornos alimentares frequentemente estão associados a outras condições de saúde mental, como Depressão, Transtorno de Ansiedade Generalizada e Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade, além de alterações emocionais, impulsividade, e dificuldades de regulação emocional. Em alguns casos, a compulsão alimentar pode surgir como uma tentativa de aliviar sintomas emocionais que não foram identificados corretamente.

Por isso, a avaliação psiquiátrica é fundamental: além de realizar o diagnóstico do transtorno alimentar, ela permite investigar diagnósticos diferenciais e possíveis comorbidades que podem estar contribuindo para o quadro. Quando a causa de base é compreendida e tratada de forma adequada, o tratamento tende a ser mais efetivo, com melhora não apenas da relação com a comida, mas também da qualidade de vida e do sofrimento emocional como um todo.

Existe tratamento baseado em evidências

A dra Giovana realiza tratamentos para compulsão alimentar com eficácia comprovada que permitem:

  • Redução significativa dos episódios de compulsão
  • Melhora da relação com a comida
  • Diminuição da culpa
  • Ganho de autonomia

Cada plano é construído de forma individual.

Dra Giovana de jaleco branco, com um estetoscópio vermelho em seus ombros, sentada com as mãos cruzadas sobre a perna.

Na consulta psiquiátrica com a Dra. Giovana Pellissari, o objetivo vai além de apenas reduzir os episódios de compulsão alimentar. O atendimento é conduzido de forma individualizada, buscando compreender os fatores emocionais, comportamentais e psiquiátricos que podem estar relacionados ao quadro. Muitas vezes, sintomas de compulsão alimentar podem estar associados a condições como Depressão, Transtorno de Ansiedade Generalizada, Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade ou outros transtornos que impactam diretamente a relação com a alimentação e a regulação emocional.

Por isso, durante a avaliação, a Dra. Giovana realiza uma investigação cuidadosa da história clínica, dos sintomas emocionais, do padrão alimentar, da rotina e dos possíveis fatores associados ao sofrimento atual. Essa compreensão mais ampla permite construir um tratamento direcionado à causa do problema, e não apenas ao sintoma isolado.

O diferencial do acompanhamento está justamente nessa abordagem integrada, baseada em evidências científicas e conduzida com escuta acolhedora, ética e sem julgamentos. Quando o tratamento é direcionado corretamente, os resultados tendem a ser mais consistentes e eficazes, promovendo melhora não apenas da compulsão alimentar, mas também da qualidade de vida, da autoestima e do bem-estar emocional como um todo.

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Gabrielle Louise Vieira
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Faço acompanhamento com a Dra a mais de 1 ano e meio, e sem dúvidas ela foi um divisor de aguas para mim. Existe a Gabi antes e depois da Dra rsrs. Me senti acolhida desde a primeira conversa, me faz sentir segura em abrir o coração, fazer perguntas, ajudar na reflexão e ver um lado que as vezes não fica tão claro. Sem dúvidas uma das melhores profissionais que já conheci. Sou extremamente grata por ter a sorte de uma médica assim me acompanhando. Recomendo de olhos fechados!
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Leandro Stricker
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Atendimento excelente. Já passei por outros profissionais mas não conseguiam direcionar um diagnóstico assertivo. A Dra. Giovana tem me acompanhado e tenho obtido melhoras significativas. Recomendo!
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Giulia Carolina Bergamasco
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A Dra. Giovana é uma profissional incrível!! Me senti acolhida desde o primeiro momento, ela sempre é cuidadosa ao perguntar e esclarecer dúvidas e medos, olha para todas as nossas esferas com atenção e é muito honesta ao discutir o caso 🤍 Sou muito grata a ela por todo o cuidado, sinto ser escutada de verdade!!
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Larissa regina
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A Dra é super atenciosa. Me acolheu desde o inicio, além de escutar sem julgamento minhas demandas. Ótima profissional. Super recomendo.
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igor lucas Franco
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Faço acompanhamento com a Dra Giovana à distancia, sou de minas, super recomendo 🙌🏻🙌🏻🙏🏻
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Fernanda Zanelatto Domingues
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Dra. Giovana Pelissari é muito atenciosa, o tempo de sua consulta é bem suficiente e o tratamento bem assertivo. Recomendo.
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Nathalia Lacerda
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Excelente profissional, muito atenciosa!!
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Kimberly Alves Sobrinho Pereira
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Excelente profissional! Dra Giovana se preocupa com os pacientes, é sempre pontual e muito atenciosa. Recomendo para todos

O ciclo da compulsão alimentar

Muitas pessoas descrevem um padrão que se repete:

  1. Tentativa de controle rígido ou restrição
  2. Aumento da tensão emocional
  3. Episódio de compulsão
  4. Culpa e autocrítica
  5. Nova tentativa de controle

Esse ciclo pode se manter por anos, especialmente quando não há acompanhamento adequado.

A imagem demonstra o enquadramento de uma pessoa olhando para baixo, vendo seus pés sobre uma balança, segurando um donuts em cada uma das mãos.

Compulsão alimentar não é falta de força de vontade

Esse é um dos maiores mitos.

A ideia de que a compulsão é “falta de controle” ou “fraqueza” só aumenta a culpa e dificulta a busca por ajuda.

Na prática, o que se observa é uma combinação de fatores:

  • Alterações nos circuitos cerebrais de recompensa
  • Dificuldade de regulação emocional
  • Padrões de pensamento rígidos
  • Influência do ambiente alimentar

Relação entre emoções e compulsão alimentar

3 fatias de pão sobre um fundo rosa, com recortes representando um pãozinho sorrindo, um pãozinho assustado, e um pãozinho triste

Em muitos casos, a comida passa a funcionar como uma forma de lidar com emoções difíceis.

A compulsão pode surgir em momentos de:

  • Ansiedade
  • Tristeza
  • Estresse
  • Solidão
  • Frustração
  • Tédio

A alimentação, nesse contexto, traz um alívio momentâneo.

Mas esse alívio é temporário e logo dá lugar à culpa, criando um ciclo difícil de interromper.

Tratamento da compulsão alimentar

A compulsão alimentar tem tratamento.

E, na maioria dos casos, os resultados são bastante positivos quando há acompanhamento adequado.

O tratamento pode incluir:

Psicoterapia

Especialmente a terapia cognitivo-comportamental, que ajuda a identificar padrões e desenvolver novas estratégias.

Medicação

Indicada em alguns casos, principalmente quando há comorbidades associadas.

Organização alimentar

Com foco em regularidade, e não em restrição extrema.

Regulação emocional

Aprender outras formas de lidar com emoções é parte essencial do processo.

O acompanhamento psiquiátrico permite integrar essas abordagens de forma individualizada.

Imagem com medicações, estetoscópio e maçã sobre uma mesa.
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